Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

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Mensagem por Caleb Wäit Rohrbach em Ter Dez 01, 2015 10:08 pm

Just do it;
A postagem é iniciada por Caleb Wäit Rohrbach e Krayt Weitz Hatizdackz. Estando então, fechada para os demais. Passando-se esta em 12 de março de 2165, lago de canoagem. O conteúdo é restrito. A postagem está andamento.

Mr. Houdini

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Krayt Weitz Hatizdackz em Qua Dez 02, 2015 5:40 pm


❝it's getting out of hand❞

‘‘ACORDA, CINDERELA!’’ berrou um dos campistas — prováveis irmãos — que pertenciam, obviamente, à Grécia em plena crise econômica. De novo. O loiro claramente fora surpreendido, quando seu corpo desabou de sua cama e seus ouvidos foram preenchidos automaticamente por risadas histéricas daqueles que o privaram de um sono pós-ressaca. Krayt lançou seu travesseiro em direção aos mesmos, cedendo há apenas alguns metros posteriores de seu alvo. Posicionou ambas as palmas na superfície amadeirada de seus aposentos antes de lançar o peso de seu corpo para acima, se erguendo em uma graça que faria garotas suspirarem por seus músculos expostos sem sua camisa. Como se ele se importasse. — Eu vou pegar vocês...! — tentou berrar, sem sucesso, em um tom grogue e rouco. Não era comum que as proles de Baco — ou Dionísio, a forma divina grega do deus — tivesse ressaca e o fato indicava que os exageros da noite anterior fora em demasia. — Filhos de uma puta. — murmurou, recolhendo o travesseiro e jogando-o abruptamente em direção a sua cama, costumeiramente desarrumada. Coçava os olhos azuis como os vastos oceanos e mares enquanto tentava alinhar o seu cabelo loiro desgrenhado. Tratou da higiene matinal, demorando-se no banho e quase cochilando por ali mesmo. Jogou a toalha sobre os ombros quando saiu da ducha, escolhendo a dedo as roupas que usaria, visto que não faria qualquer atividade comum. Costumava treinar na arena, participar de atividades esportivas e envolver-se em algum problema apenas para exibir sua capacidade física. No entanto, de acordo com as horas e seu estado, resolveu aproveitar o restante da tarde no lago de canoagem, deduzindo que o movimento estaria menor.

Abocanhou uma maçã assim que terminou de lança-la ao alto e pegá-la com extrema facilidade. Os olhos fecharam automaticamente com a claridade do sol, tardando para se habituassem à clareza do sol. Maldito seja Apolo, choramingava mentalmente ao unir-se ao restante dos campistas que se encaminhavam para suas devidas atividades. Era uma das raras exceções que não trajavam uma armadura, ou que carregava uma espada, talvez fosse o único que estivesse desprovido de ambos. O alemão não necessitava de tais pertences, certo de que poderia lidar com qualquer um com as mãos. Exceto monstros, precisaria de um graveto. Recordou-se de uma das situações que envolvia um pedaço de madeira e um cão infernal. Bons tempos aqueles. Acenou para alguns rostos conhecidos com a cabeça e revirou os olhos para as meninas que estavam tentando chamar sua atenção. Além de uma aparência angelical, seu físico e sua lábia apenas entregavam uma perfeição inexistente. Krayt seria o sonho de inúmeras mulheres entre sua faixa etária, como namorado ou futuro marido. No entanto, enganavam-se ao achar que estaria entre essa linha de pensamento, ou se quer carregasse todas as qualidades que os desconhecidos lhe dão. Fechou a cara para si mesmo, percebendo a que ponto chegaria. Ele não poderia e não deveria. Seus progenitores ou aqueles que o cercam não aceitariam. Por quê ele aceitaria?

Balançou a cabeça negativamente e colocou as mãos dentro dos bolsos de seus jeans, ainda carregando a mesmas feições emburradas, como uma criança mimada que acabara de ser repreendida pela mãe. Perdido em seus próprios pensamentos, seus olhos arregalaram-se ao perceber que chegara as margens, próximo ao píer do qual costumara a sentar-se para molhar seus pés enquanto olhava para as águas cristalinas. Contudo, não estava sozinho como imaginava. Havia um campista de cabelos claros, tomando sua atividade para si. Krayt não teve a capacidade de deduzir se conhecia-o ou não, cerrando os punhos escondidos pelo tecido enquanto rumava em direção ao desconhecido. — Ei, você! É, você mesmo babaca! Sai da minha frente. — suas mãos pairavam sobre o colarinho do possível semideus, pronto para tirá-lo a força de fosse preciso — e de acordo com sua impaciência gritante, estava prestes a fazê-lo. Ao invés disso, lançou o que restava de sua maça na cabeça do menino, que consequentemente fora absorta pela água assim que quicou para fora do píer.

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Caleb Wäit Rohrbach em Qua Dez 02, 2015 6:55 pm


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- Tá na hora de arrumar essa bagunça, querido. - Digo à Elijah. O filho de Atena encontrava-se em um sono profundo, mesmo após o sinal de despertar ter sido acionado. Como todos os outros campistas já haviam saído, eu era o responsável em acordar os mais lentos. - Por favor, Elijah. Arrume a sua cama! - Digo em um tom mais alto. A verdade é que não consigo - nunca - ser rude com alguém, mesmo se este me humilhar ou realizar algo do gênero. Só a ideia de precisar gritar já me incomoda, mesmo em situações onde tal ato é necessário. - Chega. - Com muito esforço, puxo o cobertor da cama ignorando os protestos do garoto. Seguro seu pulso e o empurro para longe de mim - e da cama; ouço um baque logo em seguida: Elijah caíra. - Desculpe. - Ajudo o garoto a levantar e se acabo levando um soco em meu rosto. "Idiota. Elijah corre para fora do chalé, mesmo estando de pijama. Respiro fundo prolongando a expiração, isto para não me alterar e acabar denunciando a rebeldia do garoto para Quíron. Arrumo a cama de Elijah e troco a minha roupa, em meio das minhas obrigações eu havia esquecido de tirar o pijama.

Pronto para começar o dia, confiro o horário: a primeira atividade seria no Lago de Canoagem. Saio do chalé rumando em direção ao meu destino, sempre cumprimentando todos, até mesmo os desconhecidos. Meu altruísmo exacerbado me obrigava a ser gentil até mesmo quando não devia, como acontecera no chalé. Avisto Elijah caminhando com os outros romanos do chalé 6, - Atena - os dois povos não se davam muito bem; mesmo morando juntos a discórdia era sempre presente, principalmente nos chalés de Ares e Hermes. - Olá, Spencer. - Digo ao filho de Netuno. Eu havia chegado no Lago e alguns campistas se preparavam para a canoagem. - Em que posso ajudá-lo? - Pergunto ao instrutor. "Junte as canoas que estão espalhadas pelo lago e as traga até mim. Rápido." Assinto com um movimento de cabeça e começo a recolher as canoas. Avalio o lago e percebo que haviam vários objetos destes espalhados pelas bordas, fato que me deixa extremamente irritado. Por qual motivo as pessoas não poderiam simplesmente guardar os objetos que usaram? Talvez meu perfeccionismo por ser filho de Atena estivesse presente somente em minha cabeça. Nem os outros campistas de meu chalé pensavam como eu. Dou de ombros e continuo o trabalho.

Depois de guardar metade das canoas, ainda faltava a outra metade: esta seria mais difícil pois em alguns pontos havia uma certa aglomeração de campistas que participavam da canoagem ou simplesmente estavam à toa. Vou chegando próximo ao pier principal - haviam três: o principal e outros dois menores - e o ansiedade começa a aumentar. Quando começo a coletar as canoas ali presentes, ignoro os comentários sobre o fato de eu ser sempre o "Quebra-galho". Aquilo não importava, não mesmo. Quando finalmente saio dali, já vou chegando ao próximo pier: não avisto ninguém. Solto as canoas que estavam em minha mão e sento na madeira levemente molhada para dar uma descansada, havia feito tal atividade sem pausa alguma. Levanto minha cabeço e fito as nuvens, me perguntando se Atena realmente olhava por mim. Começo a viajar em meus pensamentos quando sou interrompido por um grito de protesto. Olho para trás e vejo um garoto gritando comigo, para variar. Vejo que ele me xinga e sinto um peso nas costas. O grito é seguido de uma maçã batendo em minha cabeça, mal senti. - Desculpe. - Digo em tom arrependido. Apanho as canoas e me aproximo do garoto para um segundo pedido de desculpas. Quando chego próximo ao mesmo, tropeço entre duas madeiras mal colocadas e caio no chão; as canoas vão junto. Um dos objetos quica e cai sobre o pé do garoto, resultando em um grito do mesmo. O desespero toma conta de mim e, ignorando a dor em meu joelho, levanto para ajudá-lo. - Por favor, me desculpe. - Digo já sentindo meus batimentos acelerarem. - Não foi minha intenção lhe incomodar. - Seguro seu pé pulando a parte de pedir licença. O choque com a canoa havia lhe causado apenas uma hemorragia externa - deixou vermelho. Passo o polegar sobre o lugar onde havia machucado, faço isso ao mesmo tempo em que fito os seus olhos azuis. Neste momento percebo que o garoto era dotado de uma aparência incomum, fator que me deixa ainda mais nervoso. - Sou Caleb. - Digo no tom mais calmo que consigo emitir. - Você é? - Sorrio ainda segurando seu pé. - Me desculpe por isso, não havia notado a sua presença. - Mantenho o sorriso no rosto. Passando certo tempo não havia percebido que ainda segurava o membro do garoto, quando percebo isso fico extremamente constrangido. - Deseja que eu trague algo para isso? - Digo apontando o machucado. O nervosismo tomava conta de mim e eu começaria a falar coisas sem sentido e gaguejar em breve.

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Krayt Weitz Hatizdackz em Qua Dez 02, 2015 8:04 pm


❝it's getting out of hand❞

Olha aí, cheio de down. O nervosismo abandonou seus traços posteriormente rígidos assim que o desconhecido virou-se, e surpreendentemente pediu desculpas por algo que não recaía em seus ombros. Teria corado, se não fosse o ato que viera a seguir assim que abriu seus lábios se moveram minimamente. A cena passou-se lentamente sobre seus olhos, mas não o suficientemente rápido para impedir os movimentos indevidos de sua indesejada companhia, que parecia mais atrapalhado em seus movimentos do que com as palavras, infelizmente. Krayt observou quando os pés do loiro tropeçaram na madeira e quando objetos aleatórios tomaram os ares no movimento, logo em seguida, um deles caia sobre seus pés. — DU, ARSCHLOCH! — berrou em um alemão perfeito, que fora facilmente interrompido por um gemido que escapou de seus lábios assim que maltratou, mais uma vez, o garoto desajeitado. Pensou que fosse de propósito, obviamente pela maça que lançou contra a cabeça do mesmo. Ninguém o humilhava desse jeito, ninguém. Antes que pudesse estapear seu agressor, este tratou de envolver o seu pé sem pedir licença, quase fazendo com que tropeçasse e quem sabe, tomasse outro banho com toda a falta de jeito que este possui. — Pode parar de tentar me ajudar. — pediu, grosso como seu pescoço -v-. No entanto, parte de seu aborrecimento se esvaiu, visto que a dor sumiu em meio do ato. Um exagero se visto por olhos alheios, mas fora a surpresa que o fizera gritar, alegaria. Tentou se afastar, mas fora incapaz de fazê-lo. Por um momento, perderam-se ao olhar nos olhos claros do estranho, tons azulados e ao mesmo tempo cinzentos tomava suas íris, os traços delicados e angulosos e os cabelos loiros arruivados quase caindo sobre seus olhos. Ao notar o quanto o encarava, virou o rosto rapidamente para que não passasse uma imagem indevida. Não se olha por tanto tempo rapazes, seu completo idiota. Repreendia a si mesmo, cerrando os punhos novamente.

Caleb. Um nome incomum e o mesmo tempo familiar. Vira-o antes, se não observara-o em uma de suas atividades físicas. Sem dúvida alguma deveria ser mais um dos moços que costuma encarar enquanto garotas suspiram por sua atenção e que ele mal conseguia retribuir o ato. Continua com seu pé estendido, como se fosse mesmo a Cinderela que fora alegado e nem teve tempo de corrigi-los. Meninos não brincam de bonecas ou se nomeiam princesas, dizia sua progenitora. Desviou o olhar novamente, enquanto Caleb alegava que não percebera sua presença. Mais uma habilidade para se orgulhar, seus treinos finalmente lhe garantiram que não produzisse barulho enquanto se movimentava, ou seja, furtivo. Eu já estou bem. — garantiu, puxando seu pé em uma rapidez desnecessária, mas que o privaria de passar por mais constrangimentos. — E... E não precisa se preocupar. — completou, sabendo que Caleb voltaria a perturbá-lo caso insistisse no assunto, isso se ele não o machucasse novamente no simples ato de andar. — Pode se manter um pouco longe de mim? Você vai acabar me matando só pelo fato de respirar. — por mais que carregasse ironia, havia um fundo de verdade e ambos sabiam disso.

Em um ato impensado, sentou-se na ponta do píer, onde encontrava-se o desconhecido antes que o abordasse com toda sua gentileza. Deixou com que a água aliviasse os músculos que tocava, como seus pés e a metade de suas pernas. Cristalina como é, conseguia ver os peixes de água doce mordendo seus pés e calcanhares, as plantas emersas e flutuantes e as pedrinhas multicoloridas ao seu fundo, claramente por estar sobre pouca profundidade. Admirou uma carpa distante, da qual recordava-o de uma infância repleta de desenhos animados, principalmente Pokémon, um de seus favoritos e que seus familiares aceitaram-no assistir, sendo uma velharia extinta ou não.

Você não precisa ir embora. — disse por fim, mais uma vez perdendo-se em pensamentos. Duvidasse que o conhecido fosse deixa-lo, pois aparentava ser mais uma daquelas pessoas irritantemente curiosas e prestativas, daquelas que não iriam te negar se você pedisse para que eles pulassem de uma ponte. Poderia acontecer, em casos extremos, possivelmente. Um sorriso zombeteiro tomou seus lábios por um segundo, mas logo se desfez. — Você já se sentiu deslocado do mundo? — perguntou em voz alta, surpreendendo-se consigo mesmo, mas ao mesmo tempo não se arrependia de seu questionamento. Desejava, ao menos uma vez, que não fosse criticado e  que o aceitassem do jeito que ele é — ao invés do projeto de filho perfeito que tentam criar sobre si.

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Caleb Wäit Rohrbach em Qua Dez 02, 2015 9:03 pm


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Estava esperando que o garoto fosse rude, como todas as outras pessoas. Porém, o mesmo fora relativamente gentil. Notei uma certa insegurança em relação aos meus movimentos, Krayt evitava olhar em meus olhos, fato que me intrigava. - Tudo bem. - Digo quando o garoto pede para que eu me afaste. A verdade é que enquanto eu tocava o seu pé, sentira um cheiro incomum: agridoce. Notei que o cheiro vinha do desconhecido e minha vontade era de me aproximar mais para sentir o cheiro de perto. Já tinha visto Krayt pelo acampamento, como sou um dos que levam avisos pelo acampamento inteiro - à pedido de Quíron - conheço quase todos os rostos do Jardim das Hespérides. Não me recordava de qual chalé Krayt pertencia, imaginei que fosse de Perséfone ou Afrodite devido à beleza incomum e cheiro agridoce. "Você vai acabar me matando só pelo fato de respirar." Tal frase deixara-me intrigado, não consegui entender realmente o que o garoto quis dizer, minha mente inocente não permitira perceber o que ele sentia.

Eu já me preparava para continuar a recolher as canoas quando vejo Krayt levantando-se e rumando em direção à borda do píer. Fico de pé esperando para ver o que o garoto faria a seguir; para a minha surpresa ele pede para que eu ficasse. Sinto um incômodo em meu abdômen, a adrenalina começava a tomar conta de meu corpo e no momento eu ainda não entendia. Sento-me ao lado de Krayt e me certifico de apoiar a mão longe dele. Fito os seus olhos e acompanho o olhar, ele avaliava os peixes do lago; imaginei que estivesse pensando em algo diferente. O que vem a seguir me pega totalmente de surpresa: "você já sentiu deslocado?". Noto um sorriso formando-se em seu rosto e esvaindo-se rapidamente, ato que me deixa confuso - completamente normal - sobre o que o garoto se referia. Fito as águas cristalinas à minha frente e penso em uma resposta. Fora fácil pensar no que responder à Krayt, nós partilhávamos do mesmo problema. Umedeço o lábio inferior e digo em um tom calmo: - Sim, já. - Olho para o seu rosto mesmo que o garoto continuasse a observar os peixes. - Sinto isso o tempo todo. - Meu coração acelera. - Eu não sou como as outras pessoas em vários fatores. - Sinto apreensão em relação ao que diria a seguir, nunca tinha falado sobre tal assunto à ninguém. - Os filhos de Atena são inteligentes e frios, diferente de mim. Sou altruísta e não me importo com monumentos, engenharia e tudo mais... - Fecho os meus olhos. - Contudo, o que mais me incomoda é o fato de que não consigo responder aos gestos das garotas. - Parei subitamente me perguntando se não estava indo longe demais.

Olho para as minhas pernas e sinto o mundo girar, aquele assunto ainda não era totalmente confortável para mim. Fecho os olhos e suspiro por um bom tempo. - Desculpe, você não deve entender. - Meu nervosismo sempre me faz mover as mãos e as pernas, eu troco-as de posição a cada dez segundos. Apoio as duas mãos atrás da cintura e olho para o céu. - E você? O que sente? - Digo em um tom mais amigável com a intenção de cortar a gelo. - Pode confiar em mim, não vou espalhar. - Sinto o vento batendo em meu rosto, deixando meus cabelos todos arrepiados; não me importo, os olhos do garoto me faziam ignorar fatores externos, era como se estivéssemos em um quarto onde apenas nós dois ocupávamos. Havia me esquecido completamente da tarefa de coletar as canoas, só queria ficar ali sentindo o cheiro agridoce e viajando nas órbitas azuis dos olhos do loiro recém conhecido.
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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Krayt Weitz Hatizdackz em Qui Dez 03, 2015 1:28 pm


❝it's getting out of hand❞

A resposta positiva fez com que arriasse os ombros e voltasse a olhar fixamente os próprios pés submersos na água, desejando que o elemento simplesmente o envolvesse e o transformasse em algo que pudesse ser ele mesmo pela primeira vez em sua existência, sem se preocupar com o que seria aceito pelos outros ou não. Os deuses se agradariam em lhe dar uma maldição dessas, transformá-lo em uma pequena formiga que pode ser facilmente destruída ao pisarem ou em um monstro que pudesse devorar facilmente outro semideus. Tombou a cabeça para o lado, franzindo suas sobrancelhas claras enquanto prestava atenção nas palavras da tão diferente prole da deusa da sabedoria. Grego, tinha que ser. Recordou facilmente de seus irmãos de mesma nacionalidade, todos barulhentos demais e com todo aquele ego. Não que fosse diferente, mas a antiga Roma jamais seria assemelhada com os gregos. Um filho de Atena que despreza tudo aquilo que a deusa cultiva? Isso é bem interessante, pensou consigo mesmo, atrevendo-se a olhar para as pálpebras fechadas do garoto, notando sua beleza mais uma vez, ignorando completamente a racionalidade de seu cérebro que o impedia de tal ato com o sexo oposto. Como poderia se sentir mais atraído por ele do que para as curvas das meninas que tanto chamavam sua atenção? O choque tomou-o quando Caleb levou o assunto para o patamar que tentava evitar. Virou o rosto, para que o mesmo não pudesse ver os olhos sobressaltados com a afirmação que ouviu.

Gay. Ele é gay. Seus tendões tornaram-se expostos em sua pele clara e as palmas tomaram a ponta do píer, pronto para erguê-lo quando necessário ou empurrar sua única companhia para a água, apenas com o objetivo de evitar o assunto. Deveria ser uma pegadinha de seus irmãos, apostava. Não respondeu, esperou que o mesmo continuasse insistindo no assunto, para que suas desconfianças fossem concretizadas com as próximas frases que seriam proferidas. Pensava que o estranho fosse uma pessoa tímida e que facilmente se esquivaria do assunto, mas percebeu que sua persuasão se tornara cada vez mais potente, mesmo quando não pensava em usá-la. Talvez as pessoas ficassem desconcertadas com sua beleza, mas este fato é seu ego falando mais alto. Contudo, suas dúvidas foram completamente anuladas quando percebeu o quanto estava desconfortável o garoto de olhos cinzentos com o rumo do diálogo entre ambos e não tardou para que lançasse a batata quente para mãos alheias. Sua vez, playboy. ‘‘Pode confiar em mim, não vou espalhar.’’ Isso é o que todo mundo diz.

Por mais que sentisse a brisa fria batendo contra seu rosto e arrepiando seus cabelos, sentia como se estivesse em uma espécie de bolha que particular, que impedia que o mundo alcançasse a ambos e afastasse seus temores. Sentia que poderia contar e fazer qualquer coisa, mesmo que parte de sua mente o fizesse hesitar. Para sua companhia, não poderia passar de uma timidez que possui quando o assunto é mulheres, para ele poderia ser diferente. Para Krayt não, é além do que sente e pensa. — E-eu... — gaguejou, arrependendo-se imediatamente de ter aberto sua boca. Respirou fundo e dispersou o ar lentamente, demorando-se no movimento para se acalmar. — Nunca pude ser eu mesmo. — disse por fim, aliviando os dedos que apertaram abruptamente a madeira do píer, relaxando os músculos novamente, visto de que a tensão desaparecera. — Sinto-me confuso de muitas maneiras. — voltou a encarar os olhos cinzentos alheios, demorando-se no ato, dessa vez pouco se importando com a imagem que passaria. Sentia-se seguro e livre para fazer o que sente e o que sempre almejou para si mesmo.

Beije-o. Fora o primeiro pensamento que preencheu seu cérebro, ignorando os sentidos de defesa e o que pensaria o mesmo caso o fizesse. Inclinou-se rapidamente, ao mesmo tempo em que sua mão direita envolvia a nuca alheia, com seus dedos apertando suavemente os cabelos que se iniciaram ali. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo, carregando sentimentos que jamais sentira antes: desejo, excitação e uma vontade tremenda de selar seus lábios nos dele. Faça-o agora. Afastou os dedos da nuca, seguindo a linha da mandíbula até que seu indicador trouxesse o queixo dele para si, evitando que o mesmo se afastasse ou fizesse qualquer outro movimento que não fosse se aproximar dele. Sua mente voltou à consciência, no mesmo instante que seus lábios se apertaram contra os dele, com sua língua invadindo e tomando o hálito refrescante do menino. O arrepio desceu por sua espinha e tomou todo o seu corpo, provocando uma ardência gostosa em suas mãos que passaram a apertar Caleb contra ele, e seu membro tornando-se rígido e notável sobre sua calça. Possivelmente, sendo sentido pelo outro da maneira que o apertava contra seu corpo, sem qualquer centímetro afastando-os. A mão livre deslizou sobre as costas alheias e seu corpo inclinava-se a ponto de empurrá-lo contra a superfície amadeirada do píer, impedindo que os pés posteriormente submersos de ambos fossem erguidos. O fôlego já lhe faltava pela maneira que sua língua explorava a boca do outro, pois ambas as línguas dançavam entre si e se entrelaçavam.

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Caleb Wäit Rohrbach em Qui Dez 03, 2015 6:25 pm


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Fico estático ao ouvir o garoto gaguejando, mesmo não ligando para os gostos de Atena, ainda possuo habilidades que sou obrigado a treinar: leitura labial e corporal. "Nunca pude ser eu mesmo". Viro o meu rosto bruscamente, surpreso. Ele também é gay. Por algum motivo sinto uma certa ansiedade tomando conta de mim, minhas mãos transpiram, os dedos seguram firme a madeira do píer e minha boca torna-se seca. Meus olhos ainda encaravam o garoto, simplesmente não conseguia desviar o olhar de suas lindas pupilas de forma alguma; meu fascínio por cada característica física de Krayt aumentava exponencialmente. Será que ele vai tentar algo?! Pensei por alguns segundos. Não. Os garotos não se interessavam por mim, apesar de as garotas tentarem de todas as formas me assediar. Meu olhar desce para o braço direito do garoto, este segurava o píer; seus dedos estavam brancos devido à pressão que exercia sobre a madeira, tal ato demonstrava nervosismo: o que era óbvio. Minha atenção volta-se aos músculos e às veias saltadas do garoto, fico instantaneamente excitado; sinto meu membro enrijecendo-se rapidamente devido à excitação.

Krayt fixa o olhar em meu rosto, deixando-me extremamente enrijecido. Meu Zeus. É o meu primeiro pensamento quando sinto sua respiração pesada sobre mim. Em questão de milésimos, o garoto aproxima seu rosto do meu, deixando-me surpreso e sem reação; não esperava tal atitude. Sua mão quente envolvia meu pescoço e aproximava nossos rostos, o toque repentino arrepiara meu corpo inteiro, fazendo-me suspirar. Faço o mesmo: envolvo seu pescoço com a minha mão e subo para os seus cabelos, puxando-os sem mover sua cabeça. Em um movimento simples com os dedos, Krayt aproxima nossos lábios até o ponto que estes selem um beijo. Sinto minha respiração tornar-se pesada, meus batimentos perdem o controle e arrepios contínuos percorrem meu corpo. O garoto é o primeiro a usar a língua, pegando-me desprevenido; quando sinto seu membro molhado adentrar minha boca faço o mesmo. Nossas línguas entrelaçam-se com fluidez, os lábios não afastavam-se completamente em nenhum momento, fator importante para o beijo não se perder. Agarro sua camisa e o puxo para mais próximo de mim, naquele momento a excitação estava quase em seu ponto máximo; minha vontade era de tocar cada parte do corpo de Krayt e repetir a ação com minha língua. O gosto de sua boca era maravilhoso, o cheiro agridoce tornava-se mais forte quanto mais próximo eu conseguia deixar os nossos corpos um do outro.

Solto um gemido abafado quando sinto Krayt inserindo sua mão em minhas costas; franzo levemente as sobrancelhas e sinto vontade de respirar, meu corpo contrai-se devido às sensações extremas que eu sinto. O garoto empurra levemente meu peito colocando-me deitado, seu corpo sobe sobre o meu e posso sentir seu membro ereto. Tínhamos quase a mesma altura, fato que permite ossos membros encontrarem-se, mesmo dentro dos devidos shorts.  Passo minhas pernas por trás de seu corpo e prendo-o contra o meu, aumentando ainda a mais a superfície de contato entre os corpos. Levanto levemente minha cintura para pressionar ainda mais meu membro contra o seu, sinto a pressão entre os dois órgãos aumentando e arrancando suspiros de ambos. O fôlego já esvaía-se, obrigando-nos a interrompermos o beijo por meros três segundos; executo a respiração da forma mais rápida possível e volto a beijá-lo. Levo minhas duas mãos em suas costas inserindo-nas dentro de sua camisa, sinto os músculos saltados do garoto e aperto-os, dando um leve arranhão logo em seguida.

Mudo a posição empurrando-o para o lado e subindo em seu corpo. - Minha vez. - Digo entre um respiração e outra. Beijo o canto de sua boca e desço em direção ao pescoço, minhas mãos seguram seus bíceps para que o garoto não se mexesse. Passo lentamente minha língua sobre a lateral do pescoço e selo com um chupão. Sinto seus pelos eriçados, fato que me deixa satisfeito. Desço mais um pouco até chegar em seu trapézio e faço as mesmas coisas; tento me segurar para não ir não longe, já que estávamos em um local público. Solto um de seus braços e insiro minha mão em seu abdômen, por baixo da camisa. Minha excitação atinge seu auge quando sinto os divisórias muito bem definidas, aperto-as enquanto deixo o beijo mais intenso.
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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Krayt Weitz Hatizdackz em Qui Dez 10, 2015 7:28 pm


❝it's getting out of hand❞

O desejo, a luxuria e a liberdade caminhavam unidas sobre a posse do alemão, que supria suas necessidades e um novo sentimento que confundia seus sentidos, que, no entanto, tais dúvidas não lhe eram importantes enquanto tivesse seus lábios e corpo colado contra a prole da deusa da sabedoria, que assim como ele respondia ao seus toques da mesma maneira afoita. Não atreveu-se em abrir suas pálpebras, preferia que todo segundo e toque pudesse ser aproveitado, visto que fantasmas de seu passado insistiam fixar-se em seus pensamentos, por mais que o desejo de toma-lo para si fosse presente, o traumatismo causado por anos sendo reprimidos ainda não fora controlado ou radicalizado, inconscientemente, sentia as palavras duras contra seus ouvidos e os rostos familiares impregnados em seus olhos fechados. Os dedos de Caleb lhe tocando o peitoral trouxera sua atenção novamente ao ato e sentiu os pelos dessa região se arrepiarem, ao menos tempo que sua pele queimava em brasas onde quer que o outro toque ternamente. Sentiu um peso sobre seu corpo, impedindo-o de se mover antes que o filho da deusa da sabedoria decidisse soltá-lo. Sábia decisão, pois mais que agisse como dominante, não desprezava o ato de ser dominado: o fato apenas o deixava ainda mais excitado com a situação e condenou a si mesmo pela idiotice de encontrar o menino de cabelos claros em lugar público. Dentre quatro paredes, não haveria qualquer fantasia ou desejo que poderia ser facilmente suprido apenas com seus toques. Caleb parecia saciar-se com os seus músculos definidos, explorando cada local que propusera a manter-se em forma pela sua paixão pelos esportes, quase igualada aos filhos de Hermes — isso se não existisse o álcool. Era isso, a prole de Atena era sua safra refinada e antiga, uma especiaria que guardava apenas para si, e finita, não sabia o que seria de si mesmo se ela não existisse.

Um tapa em seu rosto. “O quê com meus vestidos!? Você destruiu meus pinceis e olhe meus batons...!” vociferou a mulher, soltando facilmente os dedos infantis que pendiam sobre seus objetos valorosos aos seus olhos da pessoa vaidosa que é. “Ma-mas... Mãe...” murmurou o menino de cabelos loiros, com os olhos azuis repleto de lágrimas que começaram a vazar para suas bochechas rosadas. Fechou os olhos com força, forçando a língua de Caleb com força, como se algo ou alguém pudessem separá-los e, obviamente, ele não desejava que isso acontecesse. Com a mão livre, empurrou o garoto para que o soltasse. Abruptamente rolou para o lado, empurrando o menino logo em seguida para que ficasse por baixo. Não terminou o movimento, logo puxava o braço dos mesmos para cima, prendendo ambas as mãos de Caleb para que ficasse acima da cabeça do mesmo, deixando-o, pela primeira vez, submisso aos seus atos. Antes que pudesse inclinar-se em direção ao outro, para que tocasse a pele alheia com seus lábios, ouviu uma voz em sua cabeça que fora suficientemente forte para que se reprimisse. De novo. “Menino mau.” vociferou vossa progenitora, desferindo um tapa em sua face direita, deixando, consequentemente, suas faces com marcas dos cinco dedos de sua palma marcada. O menino correu e Krayt se ergueu em um átimo, com o olhar fixo nas palmas erguidas e lentamente, olhando para a figura alheia sobre o chão, percebendo o quanto perdeu o controle de si mesmo.

“Continue...”

O que você fez comigo...? O que eu estou fazendo... Comigo? — questionava a si mesmo, em um volume que alternava com o pavor que sentia de si mesmo. O fantasma de sua mãe estava presente, sorrindo e com os braços erguidos para receber seu filho perfeito. Perfeito, estava distante de tal palavra. Balançou a cabeça negativamente e colocou as mãos na lateral de sua cabeça. — Você... — apontou o indicador para a face do outro. — Você fez isso comigo... Não sei o que estou fazendo. É isso. É. — sentou-se novamente, completamente abalado. — Sabe o que vão dizer se nos verem? Que gente como você não merece viver. — grunhiu como um animal, cuspindo em tudo aquilo que cultivou. Sua mãe não poderia estar mais radiante, mas em seu peito, o desgosto reinava. Estava retornando, aos poucos, ao seu casulo.

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Re: — [RP FECHADA] Just do it / 23.03

Mensagem por Caleb Wäit Rohrbach em Dom Dez 20, 2015 4:40 pm


S
ell your
soul !
not your whole self

A reação repentina de Krayt deixara-me surpreso. As sensações de arrepios percorreram violentamente pelo meu corpo ao notar que o garoto pressionaria sua língua contra o meu corpo. Meu fascínio por sua aparência não permitira que eu protestasse quando o mesmo subira em cima de mim, já que eu preferiria dominá-lo. "O que você fez comigo?" Meus olhos ainda encontravam-se fechados quando Krayt dissera tal frase. Abro minhas pálpebras enquanto fito seus olhos - ainda próximos dos meus - minha respiração estava pesada devido à excitação extrema que o filho de Baco me proporcionara. - Que...? - Minha mente estava confusa, não havia entendido o que acontecera. Por algum motivo o garoto simplesmente interrompera as carícias, ato que me irritou de início. - Como assim eu fiz isso com você? - Pergunto, estupefato. - Você está me dizendo que o fato de você gostar de garotos... é minha culpa? - Empurro seu corpo - levemente - para longe de mim.

Foi então quando percebi a falta de aceitação do garoto, eu já tinha passado por tal situação. Atena nunca dissera absolutamente nada em relação à minha sexualidade, apenas meu pai, quando este me vira no banheiro de casa colocando uma mão dentro das calças de meu primo. Foram dois longos meses sem falar direito com Elijah Rohrbach, ele simplesmente negava-se a trocar uma simples palavra comigo. Sua voz entrando em meu quarto permanece nítida em minha mente, dois meses depois ele decidira voltar a falar comigo; entrou em meu quarto - batendo a porta - e iniciou um longo discurso sobre bons modos. Eu ainda estava com 14 anos, não entendia muito bem meus sentimentos, porém, já possuía idade o suficiente para saber que garotos eram mais interessantes. Lembro de ter começado a chorar e não dizer uma palavra. Na mesma noite eu fugi de casa e fui resgatado por um outro meio-sangue, este conduzira-me ao acampamento, nunca mais voltei a ver Elijah. Tudo isso passara rapidamente por minha cabeça enquanto Elijah proferira tais palavras, eu entendia seu sofrimento, mesmo sem ele ter explicado.

- O que as pessoas irão dizer não importa. - Fito seus olhos, calmamente. Os sintomas da excitação ainda eram visíveis em meu corpo, minha respiração estava pesada e o membro ereto. - Não é problema nenhum ser quem você é, nada vai mudar isso. - Aproximo-me um pouco do garoto. - Eu ouvi durante minha vida toda que ser gay é errado, é pecado e eu iria para o inferno. Meu pai sempre dizia para meus outros parentes: "Deve ser horrível ter um tipo desses na família, imagina como ficaria o nosso nome?!" - Suspiro lentamente, enquanto permaneço fitando seus olhos. - Eu sempre tive que viver às escondidas. Contudo, chegam momentos como esse... onde você nota que não é possível evitar tal "problema". - Inclino minha cabeça e pouso uma das mãos em seu ombro. - Não há nada de errado conosco. - Mordo o lábio inferior esperando que minhas frases tivessem algum efeito. Deixo meu olhos fixo no seu o tempo todo, mesmo que Krayt não o retribuísse. Ouso abraçá-lo com um braço, esperando sua reação.
When I wake up I'm afraid
Somebody else might end up being me
Keep on dreaming, don't stop breathing,
Fight those demons

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