Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

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Mensagem por Arthur H. Nidhögg em Qua Dez 02, 2015 10:50 am




ϟ Arena ϟ


Tópico destinado à postagens do usuário Arthur H. Nidhögg, da prole de Zeus. Não poste aqui se não for um avaliador.

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Re: ϟ [TREINOS] – Arthur H. Nidhögg ϟ

Mensagem por Arthur H. Nidhögg em Qua Dez 02, 2015 12:12 pm


eye of the tiger
training
I'm tired of monsters in my life

Para Arthur, ser um filho de Zeus é um grande fardo. Em tempos passados, costumavam glorificar estas proles semidivinas, tornando-os mártires, e até representantes da plebe humana. Temos como exemplo Hércules e Perseu, dois grandes heróis que lutaram em nome do Olimpo e da graça divina. O mesmo acontecia com Arthur, à seu ver. A cada dia que se passava, ele precisava se tornar mais forte, o suficiente para que, no dia que necessitassem, ele estivesse pronto para defender o Vilarejo das Hespérides e vingar o nome dos doze olimpianos, incluindo o de seu pai, Zeus.

A noite começava a cair, ao mesmo tempo que relâmpagos rimbombavam os céus, seguidos de clarões luminosos de energia elétrica. Esse era uma bela noite para um treinamento à céu aberto. Como filho do deus dos deuses, Arthur costuma receber as tempestades como um bom sinal, algo como um presságio que seu pai ainda está vivo, e consciente. Do chalé um — o chalé de Zeus — o semideus saía deste equipado apenas com uma armadura de bronze, protegendo apenas o tronco de seu corpo. Havia dispensado até mesmo o elmo, um objeto importante em uma batalha, e isto mostrava o quão confiante estava. Logo, Arthur atravessou a varanda do chalé e colocou os pés no chão e, por mera coincidência, uma chuva começou a cobrir o vilarejo, sendo acompanhada de alguns trovões. O semideus ergueu um sorriso. — Pelo visto pegarei um resfriado. — começou a andar, indo em direção à uma grande construção, localizada no leste da vila.

O semideus galgava lentamente pelas calçadas da pequena cidade — neste horário, vazia — concomitante a que tentava se recordar aonde estaria a construção que procurava. Aliás, esta é uma das maiores do Vilarejo das Hespérides, que foi edificada junto aos esforços do centauro Quíron e da loba Lupa, representantes do Acampamento Meio Sangue e do Acampamento Júpiter, respectivamente. Arthur conhecia a história. A queda dos olimpianos, os antigos semideuses. Para ele, isto era fruto do descuido dos deuses, que deram liberdade aos primordiais — entidades ancestrais que descendem dos divinos. O semideus suspirou. À estas alturas, sua roupa estava praticamente "alagada", assim como seus cabelos loiros, molhados, caídos sobre a testa. — É aqui. — falou em monólogo, fitando a arena, uma construção tipicamente romana erguida sobre quatro pilares de sustentação, provavelmente de mármore. Em poucos segundos, o filho de Zeus alcançaria seu destino.

Por dentro, o edifício era ainda mais belo. A mármore branca, praticamente inquebrável, dava um tom antiquado para o recinto, ao mesmo tempo que os diversos tipos de equipamentos que o seguiam, desde alavancas de sustentação, até cárceres o garantiam uma entoação mais desenvolvida. Do lado direito da construção consistia um grande arsenal, com até cento e cinquenta armas brancas. Espadas, escudos, adagas, arcos e clavas, dentre eles, Arthur precisava escolher um para o treinamento. Foi até o local, e rapidamente empunhou uma lança, com o cabo de madeira e a ponta provavelmente de bronze celestial — material divino. Segurando a arma como se já estivesse sincronizado com a mesma, dirigiu-se até uma grande prisão, um cárcere escuro. Usufruindo do máximo de seus sentidos oculares, Arthur tentava observar a criatura que ele abrigava, entretanto, não conseguia. Talvez a noite contribuía para a falta de visibilidade naquele recinto. Arthur deu de ombros. Subitamente, puxou uma alavanca que residia ao lado do calabouço e a porta começou a levantar-se. Concomitante a isto, a tensão começava a subir, obrigando o semideus a recuar um ou dois passos. Assim que totalmente aberta, um rugido ecoou por toda a arena. Uma criatura surgiu momentos depois. Quadrúpede, um par de asas, cabeça de leão e garras felinas. Fundia dois tipos de tonalidades, uma plumagem mais bege e um pelagem amarronzada. — Grifo. — pronunciou, apertando firme o cabo da lança. A criatura gritou novamente, seus olhos pediam sangue. O monstro alçou voo, rodeando o inimigo. A sua presa.

Sobretudo, Arthur não ia deixar ser morto por um simples animal. Era um semideus, filho de Zeus, deus dos deuses. Rapidamente, a criatura mitológica começava a rodeá-lo, pretendendo atacar de algum ponto cego. Percebendo isto, Arthur aproveitou para seguir o monstro com seus olhares, fitando-a, sempre mirando também a lança para disparara-la. O grifo não teve outra opção. Como um ser inteligente e astuto, percebeu a forma como sua presa reagia à suas ações, e tentou partir para o ataque. Com o bico na frente, pronto para rasgar qualquer coisa que viesse, o meio ave e meio leão desceu dos céus, tentando com sua fúria imensa, atingir o alvo, usando de seu peso, de seu bico e da própria gravidade. Sem esperar pra ver, o semideus conquistou uma cambalhota para o lado, jogando a lança antes para que esta não se partisse na acrobacia. O resultado? O grifo chocou-se contra o chão, mas teve tempo de segundos antes desacelerar-se, o que não ocasionou nada além de alguns arranhões em sua grande testa.

— Vamos acabar com isso! — gritou, determinado. Com a lança na mão, e já ciente da situação do oponente, Arthur jogou sua lança contra a criatura, esta ainda caída no solo. Sobretudo, como já dito, os grifos são animais inteligentes. Subitamente, levantou a asa em movimento vertical e, quando a arma estava a poucos centímetros de acertar seu crânio, ela foi lançada pelos ares, caindo à metros dali. — Merda. — o jogo agora havia virado. O misto de ave e leão se levantou com um pulo, esticando as pernas e usando o máximo de sua musculatura para correr em direção à sua presa, pretendendo avassalar o jovem com apenas um golpe. Arthur não teve reação. Ficou parado, esperando, observando seu inimigo se aproximar e acertar o bico perfurante em seu peito. Com o bico cravado no peitoral de bronze o grifo lançou-o para cima, caindo de um altura de um metro contra o solo arenoso da construção. Seu peitoral havia sido destruído, mas havia protegido a perfuração do bico, se fosse um pouco mais fundo, teria poucas chances de sobreviver. Sem se importar com a criatura na sua frente e ainda caído, retirou a couraça — com alguns resquícios de sangue — e observou a camisa negra furada, com uma pequena bifurcação. Não era nada, realmente, mas podia ser muito pior, caso não viesse equipado. — Seu cretino. Você morrerá! — gritou, enfurecido. Uma corrente elétrica acertou seu corpo, como se estivesse sendo "carregado". Um trovão ecoou o céu. Era Zeus incentivando seu filho, quem sabe.

Arthur se levantou, fitando o grifo, que parecia dar-lhe a chance de se redimir. Quem diria que esta seria uma criatura nobre? Sobretudo, o semideus não se importou. Abriu a palma das mãos e dela surgiu pequenas fagulhas azuis, que brilhavam na negritude da noite. Como um raio acertando uma árvore, estas pequenas brasas chocaram-se contra o animal, causando pequenos espasmos, um choque, provavelmente. Do punho do filho de Zeus nasceram pequenas correntes de energia azuis, eletricidade, obviamente que, sustentadas pela raiva do semideus, se "esticaram" até onde estaria a lança — ainda intacta — e trouxeram-a para sua mão direita, novamente. Como um gato, o jovem deu um salto, e o animal que estava a cinco metros de si se levantou para defender, deixando o pescoço livre para o ataque. Aproveitando a envergadura da arma, lançou-a ainda no ar contra o grifo, impactando contra sua gargante que, encharcada de eletricidade, estourou suas principais veias, matando-o na hora. — Acho que venci. — falou, bufando.

Arthur não voltaria ali tão breve. Precisava se recuperar dos ferimentos. Deixou o cadáver do grifo na chuva, com uma lança estancada em seu pescoço, sem se preocupar com as repercussões que poderiam ocorrer no vilarejo, afinal, ele estava fazendo um favor, ou não. Logo, saiu dali, precisava se secar, ou senão pegaria um resfriado. De repente, ele espirrou. Quem sabe, ele já não havia pego um resfriado?

Poderes utilizados:
Ϟ Ajuda dos céus - Os filhos de Zeus ficam mais resistentes a ataques físicos quando está chovendo.

Ϟ Eletrocinese Iniciante - O filho de Zeus manipula a eletricidade ambiente ou de algum objeto.

Ϟ Fagulha - Solta fagulhas de energia causando um choque "de tomada" no inimigo.

Armas utilizadas:
Ϟ Lança da arena.


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Re: ϟ [TREINOS] – Arthur H. Nidhögg ϟ

Mensagem por Quione em Qua Dez 02, 2015 1:52 pm



Avaliação

Adorei o treino. Sua escrita é ótima, flui perfeitamente e quase não tem erros. Consegui visualizar perfeitamente a cena descrita no texto, fato que provou sua coerência na hora da ação. Sua narração é ótima: detalhista e muito bem descrita. Desenvolveu bem, só vi alguns errinhos de pontuação, nada demais. Parabéns.

Recompensas

+ 94 EXP

Perdas: 30 HP/EP


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Re: ϟ [TREINOS] – Arthur H. Nidhögg ϟ

Mensagem por Arthur H. Nidhögg em Qui Dez 03, 2015 6:05 pm


fuck you
training
Who said I'm weak?

— Que merda! — xingou o filho de Zeus, sentindo o corte na sua mão esquerda. Estava treinando um dia após o incidente com o grifo, no qual venceu a batalha e teve uma leve perfuração no peito. Talvez a vitória contra a criatura mitológica o encorajou a tentar mais uma batalha, algo menos arriscado, talvez. No grande pátio do treinamento do vilarejo, Arthur, prole de Zeus, e James, prole de Ares, tentavam decidir, com duas espadas, quem era o melhor, usando o máximo de suas habilidades semidivinas. — Você que é ruim, babaca. — zombou o filho do deus da guerra, com um sorriso plantado no rosto. Ambos trajavam o uniforme típico de treinamento — uma couraça de bronze, com botas, manoplas e elmos de propriedades romanas, perfeitas para combates extensos. O filho de Zeus, por sinal, possuía cabelos loiros e olhos azulados, enquanto o filho de Ares, cabelos castanhos e olhos negros. Diferentes, sim. Mas isto não interferia no embate.

O filho dos céus parecia estar em pior situação. Com a canhota cortada, jorrando sangue aos poucos, e com a destra empunhando uma espada de ouro imperial, com setenta e cinco centímetros de cumprimento, ele teria poucas chances de vencer. Para piorar, James Butterford era um filho do deus das armas, e por isso era um exímio espadachim, especialista em combates e mestre dos equipamentos mortíferos, tais como armas brancas, por exemplo. Em uma investida arriscada, Arthur jogou seu braço para baixo, mirando a barriga do inimigo. Como um gato, James aproveitou de seus reflexos e esquivou para o lado, considerando o fato que o lado esquerdo do filho de Zeus estava desprotegido, desferindo um soco em sua face, colidindo com o supercílio, fazendo-o sangrar alguns segundos após o impacto. Como meio de defesa — mesmo que inútil nesta ocasião, Arthur lançou-se para trás, caindo de costas e perdendo sua arma, caída à trinta centímetros de si. — Quem diria, um filho de Zeus ser tão ruim com a espada. É um bosta mesmo. — o riso esticou-se ainda mais, caindo na euforia. O filho de Ares, agora, tinha a batalha controlada.

Com instinto de um semideus, um instinto ancestral dos panteões gregos, Arthur ousou um chute no adversário. Por sorte, ou talvez por descuido de James, o pontapé acertou seu calcanhar, contundindo-o. Como consequência, o filho da guerra gritou, caindo também no solo arenoso da edificação. — Parece que o filho de Ares não sabe lutar. — revidou, agora sorrindo. Aproveitando de sua energia recuperada, o semideus do trovão saltou do solo, buscando sua espada em seguida. Olhou para seu oponente, com desgosto, e percebeu suas emoções. Raiva, ódio. Empunhando a espada de ouro, Arthur tentou desferir um corte em sua perna. Por azar, a bota de metal protegeu, fazendo a espada "recuar". Neste meio tempo, James agora já estava de pé, pronto para, com sua espada, acabar de uma vez com aquele filho de Zeus miserável que contundiu o seu pé direito. O jogo agora estava empatado. Quem iria desempatar?

Enraivecido, Butterford começou investindo. Com a fúria típica de um herói romano em batalha, James tentou desferir múltiplos cortes com sua lâmina, fazendo acrobacias com a espada e sempre, com maestria, terminando com o cabo em sua sua mão. Sobretudo, o Nidhögg não era tolo. Sempre usando sua intuição para perceber os golpes, o semideus acabou se saindo muito bem na defesa dos ataques, interceptando espada com espada, lâmina com lâmina. Os golpes assim que chocados emitiam ruídos metálicos que ecoavam por toda a arena, fazendo a batalha ficar ainda mais tensa. Sobretudo, James havia ficado em um estado "inconsciente". A raiva o tomara por completo, talvez fosse uma das muitas habilidades ou bençãos que Ares concedeu para suas crianças. Com isso, os golpes dele começavam a ficar mais fortes, mais difíceis de se defender. Até mesmo os músculos braçais do semideus pareciam estar dilatados, maiores. Era um verdadeiro monstro. E foi assim que, após uma sequência de cinco golpes mortais interceptados por Arthur, o filho de Ares finalmente teve resultado. A arma de James, que agora emanava uma aura vermelho-sangue, se chocou contra a lâmina de ouro imperial e a partiu na hora, se quebrando nas mãos do filho de Zeus. — Fudeu.

A benção de Ares para James, conhecida como Thymós, garantia a ele minutos de força duplicadas, melhorando seus ataques e concebendo a eles uma energia avermelhada. Todavia, a Thymós também diminuía em duas vezes a resistência de seu portador, o que poderia ser algo ainda melhor para seus adversários. Sim, era ótimo. Percebendo sua situação, Arthur, em instinto, socou o oponente, acertando seu nariz com força. O impacto pareceu quebrá-lo, emitindo um estalo e fazendo-o gemer de dor — ainda que se mantivesse de pé. Não perdendo a sequência, o semideus do trovão começou a socar a barriga do oponente com força e pressão, fazendo-o se contorcer e perder a sua estabilidade física. Em poucos segundos, James Butterford desabou no chão, desmaiado. — Venci. — exclamou o filho de Zeus, com as mãos em sangue, principalmente a canhota, que antes já possuía um corte.

Alguns minutos após o término do embate, James foi levado para a enfermaria. O esporro que Arthur levou foi absurdo, mas pouco ligou, afinal, estava ligando. Não bastasse a morte de um grifo na noite passada, agora teria que também matar um morador do vilarejo? Quíron e Lupa deveria estar pensando na expulsão de Arthur, e talvez o expulsariam, se não fosse pelo seu sangue. Sim, ser filho de Zeus o garantia alguns benefícios, mesmo que este morto.

Poderes utilizados:
Ϟ Nada.

Armas utilizadas:
Ϟ Espada de Ouro Imperial da arena.


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Re: ϟ [TREINOS] – Arthur H. Nidhögg ϟ

Mensagem por Nyx em Sex Dez 04, 2015 3:16 pm



Avaliação
Sua escrita é deveras agradável, de uma fluidez ímpar. Durante toda a passagem de texto, houve um bom destaque entre as ações, o que garantiu melhor coerência e compreensão da narrativa. Não notei erros aparentes de gramática e semelhantes. Continue assim, parabéns.

Recompensas: + 68  EXP

Perdas: - 23 EP


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Re: ϟ [TREINOS] – Arthur H. Nidhögg ϟ

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