Lembrará de mim pelo eterno!
Alguns são capazes se perguntar por vezes o quão será sua longevidade. A vida ─ uma dádiva divina ─ concedida aos homens em busca da continuidade, ao meu ver. De acordo com alguns pensadores, baseados em suas mentes evoluídas, este presente não passa de uma propriedade que caracteriza os organismos cuja existência evolui do nascimento até a morte. Somos então uma demonstração de que nada eterno? Nossa existência tem fim. A carne é consumida, o carbono é degradado e ao fim da noite, não há mais seu ser. É atormentador imaginar o quão insignificante parece ser. A história irá te esquecer. Nós perdemos entes amados a cada segundo que se passa. E não importa o quanto os amamos, ao longo daquilo que define como "vida", os esquecerá. "A história irá te esquecer", ouso repetir em alto e bom som.

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Mensagem por Spencer Löwen Bertrand em Qui Dez 03, 2015 11:53 am

Let's do it;
A postagem é iniciada por Spencer Löwen Bertrand e Hellioth Stemford Pallas. Estando então, FECHADA para os demais. Passando-se esta em 25 de março de 2135, QUADRA DE VÔLEI. O conteúdo é RESTRITO. A postagem está EM ANDAMENTO.

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Re: - [RP FECHADA] Let's do it/25.03

Mensagem por Hellioth Stemford Pallas em Qui Dez 03, 2015 6:26 pm




Quadra de Vôlei (Vilarejo)
Spencer Bertrand

O silêncio sempre pertenceu aos traumatizados e, claro, aos mortos. Fazia parte do primeiro grupo. Seu quinto dia no inferno, seu quinto dia longe do carinho que obtivera toda a sua vida. O ser humano possui uma mente curiosa, querido leitor. Hellioth havia mudado de forma rápida e brusca. Antes “meigo”, agora frio. Seus olhos não expressavam nenhuma emoção. A única coisa que sentia? Dor. Era uma dor excruciante, terrível demais e que jamais sumiria de sua alma. Pelo menos, não tão cedo. Sentia raiva de tudo e todos que estavam ao seu redor. Não queria conversa, não ansiava por papo com qualquer esquisito do acampamento. Sua família havia morrido tão lentamente. Um por um, cada pessoa com uma maneira diferente de ser eliminada. Facas, mordidas, jogar de prédios e entre outras categorias de chacina. Era órfão, era isolado, era... Solitário. Nenhuma pessoa do universo o amava. Com quem conversaria? Por que viveria? Por que sofreria em vão? Com quem desabafaria? Ah... Com ninguém. Por isso mudara drasticamente.

– Aceita um pouco de comida? Qual o seu nome? Você não me fala nada! – Uma das garotas falava com o moreno de olhos claros. A boca de Hellioth não se abria. Encarava o telhado, e, enquanto isso, estava coberto de ideias e pensamentos. Era dono de um passado depressivo. – Não. – A palavra escapou de forma baixa e fria. A semideusa – cujo nome o garoto não conhecia – respirou fundo e se afastou. – Ele não come e nem bebe faz dias, Meredith! – Escutou atentamente e continuou observando o telhado do chalé de Hades. A visão era bela. Como um simples teto podia mostrar almas sofrendo de formas incríveis? Os gritos, as lágrimas, a dor, o desespero e, claro, a melhor parte: os sonhos perdidos. Suspirou e então, fechou os olhos. Querido Deus, será que existe alguém mais fodido do que eu?, pensou, e em seguida, levantou-se rapidamente, olhando ao redor. – Não há nenhum Deus. – As palavras saíram de forma amarga. Levantou-se e saiu do seu chalé ao ver que a garota irritante não voltaria. Não precisava da ajuda de ninguém. Ninguém mesmo.

Seus passos eram rápidos. – Sai. – Empurrou um garoto para o lado e continuou caminhando. A noite era completamente calada e silenciosa. O mundo obscuro acolhia o pequeno adolescente, e claro, ele adorava a sensação que cobria o seu corpo. O medo era seu melhor amigo, era a única sensação que o liberava do trauma de perder as pessoas. Solitário garoto... Ah, a morte é tão engraçada e rápida, correto? Ocultou-se entre o mundo das trevas, e então, foi caminhando em vão. Ainda não conhecia o acampamento, afinal, estava ali há menos de sete dias. Tudo era novo, todavia, estava agindo como se tudo fosse normal. Hellioth era um louco, um futuro psicopata caso não recebesse ajuda psicológica. – All I am is a man, I want the world in my hands, I hate the beach... – Cantarolava baixinho enquanto seus olhos focavam na escuridão. Havia diminuído a velocidade dos seus passos. A música saía da boca da prole de Hades. Seu tom de voz era seco e frio. A morte havia mudado a pequena criaturinha. Tão simples, tão humilde... Rapidamente, acabou se tornando num ser sem sentimentos, quase pancado da cabeça.

Aproximou-se de um lugar e olhou ao redor. Estava perdido. Completamente perdido. Engoliu em seco e deu de ombros. Não conversaria com ninguém daquele acampamento, seu orgulho era maior. Se não fosse um semideus, ainda estaria com sua mãe e os seus outros parentes. Eles estariam vivos. Estariam sorrindo. Talvez seu tio Toby pudesse contar uma piada, mas a única coisa que sobrara? Nada. O corpo de cada membro da família Stemford Pallas havia se transformado em pó. Respirou fundo e depois bufou. – Desgraça. – Praguejou e olhou ao redor. Aproximou-se do local mais conhecido, e então, percebeu o que era: uma quadra de vôlei. Conhecia poucos locais do Vilarejo, o que o irritava. Queria sair daquele inferno, mas sabia que poderia morrer em questão de segundos.


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Re: - [RP FECHADA] Let's do it/25.03

Mensagem por Spencer Löwen Bertrand em Qui Dez 03, 2015 8:46 pm


S
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soul !
not your whole self

- SAI DAQUI, VAGABUNDA. - Apanho o travesseiro mais próximo e arremesso na grega. Zara, é o seu nome. A filha de Zeus simplesmente não parara de implicar comigo desde a minha chegada ao Vilarejo. - Ok, eu saio. - Digo ao ver a garota rindo e mostrando a língua. Qual adolescente de 17 anos ainda tem esse tipo de comportamento? Crianças devem ser ignoradas. Devido à esse raciocínio que eu tomei a atitude de sair do chalé, esperaria Zara e os outros campistas dormirem para que eu pudesse voltar. Gregos. Meu único pensamento ao fechar a porta feita de mármore e sentir a brisa noturna beijando meu rosto. Ando alguns metros o suficiente para a voz de Zara esvair-se e eu poder respirar. Meus batimentos estavam acelerados devido à discussão, eu precisava me recompor. Apoio as mãos nos joelhos e respiro de olhos fechados. Um minuto depois eu já estava mais calmo, precisava decidir onde ir e torcer para que as Harpias não me vissem. Olho à minha volta e vejo o Vilarejo completamente vazio, o que causou um certo estranhamento.

Quadra de vôlei. Bola. Meus pensamentos eram sempre muito direitos, raramente ficava em dúvida sobre algo. Rumo em direção à quadra andando furtivamente para que as Harpias não me detectassem. A área da quadra não era vigiada, eu estaria seguro lá. Depois de pouco minutos chego em meu destino: estava vazia, obviamente; ou era isso que eu pensava. Vejo a bola ao canto, solitária. Apanho-a e começo a quicá-la, entendiado. Inicio uma sessão de manchetes que prolonga-se por muito tempo, a bola não caía. Isso devido à minha habilidade excepcional no vôlei, eu era um dos melhores jogares do Vilarejo. Sim, gosto de me gabar. Sou um filho de Júpiter, o que posso fazer? Gosto de liderar e mostrar minhas habilidades a quem quiser ver. Interrompo as manchetes e começo a rodar a bola no indicador, entediado. Precisava de alguém para me fazer companhia. Jogo a bola pra cima e executo contínuos levantamentos, mesmo com meu pensamento longe dali. Acabo me distraindo, a bola quica e paira em alguns metros de distância. Começo a andar em sua direção e... - PUTA MERDA!
.
Dou um pulo, por reflexo, e acabo caindo. Um indivíduo surgira bem na minha frente, o desconhecido estava sentado em um dos bancos localizados nas laterais da quadra. Há quanto tempo ele estivera ali? Quem faria uma coisa dessas? Ficar sentado observando sem falar absolutamente nada. Imaginei que o garoto - percebi seu sexo pelo corpo - fosse de algum deus do submundo devido à furtividade. Estava escuro, eu não conseguia visualizar seu rosto. Suspirei, assustado. Com meus batimentos descontrolados digo: - Quem raios é você? Quer me matar do coração? - Não obtenho resposta. Reviro os olhos, irritado. - Sem joguinhos comigo, por favor. - Sento ao seu lado ignorando se ele gostaria ou não. - Podia ter dado algum sinal da sua presença. - Digo em um tom irritado. - Sou Spencer. - Estendo a mão ignorando o vendo que bagunçava o meu cabelo.
When I wake up I'm afraid
Somebody else might end up being me
Keep on dreaming, don't stop breathing,
Fight those demons

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Re: - [RP FECHADA] Let's do it/25.03

Mensagem por Hellioth Stemford Pallas em Sex Dez 04, 2015 10:41 am




insomnia




'Cause when the night begins to fall I watch the shadows growing tall Feeding my insomnia like a fly on the wall
Deu de ombros e então, sentou-se num banco que estava numa das laterais da quadra. Era coberto pela escuridão e banhado pelo silêncio. Seus olhos focaram na grama sintética, e então, viajou ao analisar a cor verde. Os acampamentos na floresta, as pinturas banhadas por tinta verde, o Saint Patrick’s Day, as cervejas verdes e outras lembranças atingiram sua mente. É uma cor tão bonita, mas somente lembranças eram atraídas para o jovem Hellioth. Fechou os olhos e cruzou os braços, aproveitando o silêncio que estava por ali. Sua vida era tão movimentada e tão bagunçada antes de ir para o Vilarejo, todavia, as coisas mudaram de forma brusca. Seus olhos se abrem novamente, e então, investiga todo o ambiente... De novo. Um barulho o faz virar seu rosto, deixando um arrepio se espalhar pelo corpo da prole de Hades. Pensou em abrir a boca e perguntar quem era, porém, seria um erro. Não fale com eles, Pallas., suspirou e cruzou os seus braços, encolhendo o seu corpo mais um pouco e ocultando-se na escuridão. Os raios lunares não atingiam a região na qual estava, todavia, o breu não o atrapalhava. Como filho de Hades, possui um privilégio: enxergar no escuro, como se fosse dia. E, bom, a habilidade “ativou-se” automaticamente quando a noite engoliu o seu doce e belo lar.

Franziu o cenho ao ver um loiro alto adentrar a quadra de vôlei. O desconhecido aproximou-se de uma bola, e assim, começou a jogar. Era bom no que fazia, mas Hellioth sabia que o garoto era bom no vôlei por causa de sua estrutura física. Ele tinha músculos em algumas regiões: nada exagerado, era formado por medidas perfeitas e completamente atraentes. Mordeu os lábios e encarou a quadra, vendo-o jogar. A bola ia e voltava, raramente caía no chão. Ergueu uma das sobrancelhas e observou o estranho rapaz jogar bola. Repentinamente, o loiro acabou perdendo o fio da meada e a bola aproximou-se de Hell. Semicerrou os seus olhos, mirando na direção do jogador de vôlei. Pode vir..., pensou de forma obscura. Caso fosse atacado, não hesitaria. Cravaria os seus dentes no pescoço do indivíduo e arrancaria. Causaria um sangramento terrível, mas não se importava. Estava traumatizado com tudo e com todos. Quando as pessoas surgiam de forma repentina e o chamava, seu coração acelerava de medo. Não podia confiar em ninguém... Em ninguém mesmo. Sua respiração acelerou por alguns segundos, e então, engoliu em seco. – Acalme-se. – Falou bem baixinho, impedindo o desconhecido de escutá-lo.

O rapaz estranho se aproximava cada vez mais da bola, e então, com medo do loiro, Hellioth enfiou a mão no bolso da sua calça jeans e retirou uma adaga de bronze. Controlou sua respiração, na tentativa de não chamar a atenção do loiro, até que... O ser anônimo grita e pula para trás. A prole de Hades ergueu uma das sobrancelhas e revirou os olhos. Não é uma ameaça, tsc., pensou e guardou a sua pequena arma. Claro que estava preparado para qualquer situação. Caso fosse atacado, usaria as suas mãos e enforcaria o mesmo. Escutou a pergunta e não abriu a boca. Suspirou fundo quando o rapaz sentou-se ao seu lado, e então, bufou um pouco irritado ao ouvir sua pergunta. Queria paz. Queria pensar. Queria sentir como era estar descansando pelos parentes que haviam morrido de forma brutal. Jamais encontraria o corpo deles. Jamais. Piscou algumas vezes e saiu do seu devaneio, virando sua face para o garoto, que havia se apresentado como Spencer. Abaixou a cabeça e viu a mão dele. – Hellioth. – Falou calmamente, mas não tocou a mão do rapaz. Seus olhos se voltaram para frente, e então, encarou a grama sintética.

– Não o mataria. O medo faria isso por mim. Na verdade, quase te matou. – Deixou um sorriso sarcástico aparecer em seus lábios. Abraçou o seu próprio corpo, estremecendo com o frio. Utilizava jeans, um par de All Star e uma camisa branca. A brisa fria passava por ali, fazendo-o tremer uma vez ou outra. – Esse lugar é estranho. – Comentou. – As pessoas são estranhas. Os animais e os... – Parou de falar ao sentir uma leve dor na garganta. Era a vontade de chorar. Estava tudo tão estranho. Tivera que deixar seus parentes para trás e estava ali somente há cinco dias. – Queria voltar pra casa e ver televisão. E... Talvez pudesse estar dormindo na minha cama, ao lado da minha irmã... – Sentiu seus olhos marejarem. Era a primeira vez que quase chorava (ou chorava) logo depois de pisar dentro do Vilarejo. Riu baixinho. – Perdoe-me pelo drama. – Disse e passou a mão nos olhos, acabando com os resquícios que indicavam um futuro choro. Respirou fundo e engoliu em seco. – Eu estou sozinho. – As palavras escaparam de forma fria, todavia, era possível ver um pouco de sua dor. Hellioth ficaria maluco em breve... Era apenas uma questão de dias e acabaria se tornando em outra pessoa.





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